O que surge antes ? Depressão x Disfunção sexual
- 21 de mai. de 2015
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Diagnóstico de depressão, a pessoa precisa apresentar pelo menos cinco dos seguintes sintomas, segundo o DSM-5:
Sentir-se deprimido na maior parte do dia, quase todos os dias
Perda ou ganho de peso significativo
Insônia ou sono excessivo quase todos os dias
Agitação ou lentidão psicomotora quase todos os dias
Fadiga ou perda de energia quase todos os dias
Sentir-se sem valor ou com culpa excessiva, quase todos os dias
Habilidade reduzida de pensar ou se concentrar, quase todos os dias
Pensamentos recorrentes sobre morte, pensamentos suicidas sem um plano, tentativa de suicídio ou plano para cometer suicídio
Para que se considere que a pessoa esteja em depressão, os sintomas precisam causar impacto significativo no convívio social, no trabalho ou em outras áreas importantes.
Já quanto as dificuldades sexuais relacionadas a um quadro de depressão pode ocorrer diminuição do desejo/libido, diminuição da lubrificação, dificuldade em atingir o orgasmo, perda da ereção, ejaculação precoce ou retardada.
Numa depressão não tratada estão presentes o desinteresse sexual ou problemas de excitação em 50% das mulheres e até 40% homens, segundo Kennedy, Dickens, Eisfeld e Bagby (1999). A incidência de disfunção erétil pode chegar a 100% em homens mais velhos com um grau mais sério de depressão, segundo Feldman, Gostein, et al (1994).
Curiosamente, apesar do desinteresse ou de outras dificuldades sexuais, o comportamento sexual em si pode não diminuir, porém pode ocorrer perda da satisfação sexual.
Muitas vezes, então, a depressão gera uma dificuldade sexual e/ou seu tratamento medicamentoso pode interferir negativamente na sexualidade.
A depressão leva a diminuição da autoestima e da autoconfiança, gerando um distanciamento no relacionamento com o parceiro(a), porém quando tratada corretamente tem uma boa resolução...



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